O túnel que me esconde

A pior fase da minha infância teve início aos sete anos, quando fui levada pela segunda vez ao Colégio, perto de casa. Na primeira vez não havia dado certo… a idade pouca foi o impedimento. Não interessava que eu já soubesse ler e escrever frases inteiras. Eu era muito nova e não estava pronta para meContinuar lendo “O túnel que me esconde”

30 | Boa noite Eliot… até logo Abril!

Eu não sou de fazer somas, por isso não sei dizer-afirmar há quantos dias estou confinada. Olhei para os dedos das mãos e ensaiei uma soma qualquer, mas não sou boa com isso também. Alguma coisa sempre me distrai e eu me perco em devaneios. Eu gostava da matemática quando era coisa simples… somas eContinuar lendo “30 | Boa noite Eliot… até logo Abril!”

27 | Navega-se sem mar, sem vela ou navio!

Estava aqui a olhar para o nada… com a mente vazia e o corpo inerte quando dei pelo fundo da xícara e, de repente, fui tragada por uma espécie de halo. E lá estava eu, em sala de aula, com os olhos arregalados. Eu havia retornado ao colégio para os estudos do segundo ciclo. EraContinuar lendo “27 | Navega-se sem mar, sem vela ou navio!”

22 | * últimas coisas sem porquê, nem quando…

Faz algum tempo que eu sei que a minha memória é a grande vilã da minha realidade. Justamente eu que sempre tive preferência pelas vilãs dos filmes-livros. Torço por personagens erráticos, estranhos… que trava suas batalhas pessoais contra o sistema e os conceitos desde a infância — de alguma maneira eu compreendo suas imperfeições. AprendiContinuar lendo “22 | * últimas coisas sem porquê, nem quando…”

04 | Aos sábados…

Durante uma conversa virtual-despreocupada com um escritor nessa semana, ele pontuou — ando a viver um sem-fim de domingos. Eu solucei qualquer coisa de sorriso e silêncio nos lábios  porque faz muito tempo que me perdi dos dias e suas rotinas engessadas. Antigamente eu sabia quando era sábado-domingo — dias regidos por movimentos conhecidos. ComeçavaContinuar lendo “04 | Aos sábados…”