É uma rosa rubra a autora dessas linhas

A primeira vez em que tive contato com o branco… foi em sala de aula. Eu era a menina do canto-quieta. A que não se misturava com a turba e não tirava os olhos das páginas do caderno-novo — apreciando com intensa paixão o silêncio de uma página surda-muda-quieta… em branco. Eu queria — desesperadamenteContinuar lendo “É uma rosa rubra a autora dessas linhas”

Último capítulo desse ano-maluco

Noite de dezembro… a primeira — estranhamente agradável depois de um dia quente e tempestuoso. O trabalho ficou para depois, como tantas coisas outras, nesse ano que começou com promessas. Eu não pulei ondas, tampouco fiz pedidos à meia-noite. Não sou do tipo que se veste de branco… mas, eu escrevi uma missiva para oContinuar lendo “Último capítulo desse ano-maluco”

Amanheceu outubro (de novo)

Setembro foi embora como chegou… trinta dias riscados num calendário-torto. E eu nem sei o que fiz. Não fiquei parada feito os ponteiros do carrilhão da minha infância… que silenciou o pulsar em um outubro-outro. Mas, eu sigo com a sensação de imobilidade no corpo-alma…Talvez porque Outubro — que é o décimo mês no calendárioContinuar lendo “Amanheceu outubro (de novo)”

03 | Aquele ontem amanheceu de novo…

“É porque existe o desejo, o olfacto, es o medo, e os vivos apaixonam-sepor outros vivos, e lembram-se, por vezes, do enorme número de mortos;e dentro destes há alguns que os fazem desligar a luz e o trabalho,e o quotidiano aí já não basta, porque o coração tem em certos diasum orçamento incomportável”. Gonçalo M.Continuar lendo “03 | Aquele ontem amanheceu de novo…”

23 | no tempo em que éramos felizes…

 | para ler com trilha sonora, clique aqui  | Aconteceu junho e ao ler-te, eu me lembrei de outros tempos quando o mês de junho era isso — um tempo muito bom… perfeito e as manhãs tinham uma luz natural intensa. Eu gostava imenso de espiar os raios dourados de sol através do vidro porqueContinuar lendo “23 | no tempo em que éramos felizes…”

O túnel que me esconde

A pior fase da minha infância teve início aos sete anos, quando fui levada pela segunda vez ao Colégio, perto de casa. Na primeira vez não havia dado certo… a idade pouca foi o impedimento. Não interessava que eu já soubesse ler e escrever frases inteiras. Eu era muito nova e não estava pronta para meContinuar lendo “O túnel que me esconde”

30 | Boa noite Eliot… até logo Abril!

Eu não sou de fazer somas, por isso não sei dizer-afirmar há quantos dias estou confinada. Olhei para os dedos das mãos e ensaiei uma soma qualquer, mas não sou boa com isso também. Alguma coisa sempre me distrai e eu me perco em devaneios. Eu gostava da matemática quando era coisa simples… somas eContinuar lendo “30 | Boa noite Eliot… até logo Abril!”

27 | Navega-se sem mar, sem vela ou navio!

Estava aqui a olhar para o nada… com a mente vazia e o corpo inerte quando dei pelo fundo da xícara e, de repente, fui tragada por uma espécie de halo. E lá estava eu, em sala de aula, com os olhos arregalados. Eu havia retornado ao colégio para os estudos do segundo ciclo. EraContinuar lendo “27 | Navega-se sem mar, sem vela ou navio!”

22 | * últimas coisas sem porquê, nem quando…

Faz algum tempo que eu sei que a minha memória é a grande vilã da minha realidade. Justamente eu que sempre tive preferência pelas vilãs dos filmes-livros. Torço por personagens erráticos, estranhos… que trava suas batalhas pessoais contra o sistema e os conceitos desde a infância — de alguma maneira eu compreendo suas imperfeições.Aprendi queContinuar lendo “22 | * últimas coisas sem porquê, nem quando…”

04 | Aos sábados…

Durante uma conversa virtual-despreocupada com um escritor nessa semana, ele pontuou — ando a viver um sem-fim de domingos. Eu solucei qualquer coisa de sorriso e silêncio nos lábios  porque faz muito tempo que me perdi dos dias e suas rotinas engessadas.Antigamente eu sabia quando era sábado-domingo — dias regidos por movimentos conhecidos. Começava cedo…Continuar lendo “04 | Aos sábados…”