Edição especial… de Lua de Papel

Ainda não havia exibido aqui… a nova edição do meu primeiro romance Lua de papel, que levou quase cinco anos para ser concluído e que publicado em formato artesanal — que eu escolhi como norte para os meus livros e que acabou sendo uma idéia compartilhada com outros tantos escritores, que assim como eu, encantaram-seContinuar lendo “Edição especial… de Lua de Papel”

Sementes em estado de espera…

…passei à tarde de hoje investigando os meus dias, as minhas horas! Debussy veio comigo. O meu autismo musical me faz ouvir a mesma música em repeat sem nunca me cansar, durante dias inteiros. Foi assim com “claire de lune” — que tocou seguidas vezes. Meus olhos se detiveram junto ao branco do teto por algunsContinuar lendo “Sementes em estado de espera…”

Manhã de sábado… a caminho da tarde

Fevereiro/01 (2020) Me surpreendi — há pouco — com o olhar de uma menina a bordo de seus sete ou oito anos… talvez mais — talvez menos. Olhar curioso-faminto… de quem avista um pouco de si no outro. Reconheci a mim mesma, num tempo anterior a esse, quando me escondia nos cantos, afundava o corpoContinuar lendo “Manhã de sábado… a caminho da tarde”

Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!

Janeiro/25 Metrô cheio… e eu em pé, no canto oposto a tudo e todos… a me equilibrar ao som de Elis cantarolava — “uma gente que ri quando deve chorar e não vivi, apenas aguenta” e as páginas do pequeno livro de Patti Smith e seu mapa particular de vivências literárias… entre vinte e setentaContinuar lendo “Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!”

Manhã de sábado nublada

Janeiro/11 (2020) Começarei morrendo pelo coração.Gostarei sempre dele, como se gosta do que está extinto,sejam os dragões, os anjos ou as distâncias. Histórias decoisas que não voltam. O meu coração sem visitas perderáa memória e, quando nos separarmos de vez, certamenteserá mais feliz. Se me perguntarem, direi que nasci sem ele.Jurarei e mentirei sempre. —Continuar lendo “Manhã de sábado nublada”

09 | O que escrevi em meu diário?

PRIMEIRA, ESTRANHA-SE, DEPOIS ENTRANHA-SE Escrever para mim… é  deitar o olhar no espelho e ver refletir contrários. Eu preciso me permitir ser a pessoa que nem sempre quero ser — dentre todas, que de certo eu sou. Preciso alcançá-la… tocá-la… tragá-la… traçá-la e se oferecer enquanto pele para uma tatuagem definitiva!Mas não é nada simplesContinuar lendo “09 | O que escrevi em meu diário?”

Não perdi o hábito de escrever diários,

Eu já não sei o que é a realidade e o que não é. Eu  invento tanto coisa, tenho a cabeça tão cheia de memória, de recordações e coisas que já não sei muitas vezes se as coisas se passam ou de facto como eu continuo a recordá-la ou se passaram de outra maneira. IssoContinuar lendo “Não perdi o hábito de escrever diários,”

Caminhos tortos

Trans-LúcidaManoel Gonçalves (Manogon) Minha visão turvaPerante a paisagem cinzentaSerá culpa da curvaDisforme da minha retina?A vista embaçadaFeito lama na vidraçaCamadas de poeiraSobre a visão cansadaCatarata adiantadaAvançada em anos vividosNitidez perdidaEm choque de anos sofridosE nessa foto desfocadaSinto a densidade da neblinaDe ter esquecido algo no passadoTalvez a mulher amadaEmbalando no colo a meninaTalvez a alegriaContinuar lendo “Caminhos tortos”

11 | Vermelho por dentro

Num agosto outro, estava eu a caminhar pelos trilhos da velha ferrovia, equilibrando-me… com os braços bem abertos e o passo certeiro. Não havia destino, era apenas uma brincadeira. O nonno, preferia pisar os dormentes e estar por perto caso eu me desequilibrasse, algo que não chegou a acontecer.Sempre tive paixão por trilhos, trens eContinuar lendo “11 | Vermelho por dentro”

04 | Alice

Começo de uma tarde quente, num tempo anterior a esse, quando sair para encontrar pessoas era uma possibilidade. Quase uma e na agenda do dia… uma lista de coisas anotadas e deixadas para depois… da chuva.Uma curiosidade natural dos nossos encontros. Sempre chovia e a  Alameda… alagava.Eu chegava primeiro… mania antiga. Sou o tipo deContinuar lendo “04 | Alice”