11 | Vermelho por dentro

Num agosto outro, estava eu a caminhar pelos trilhos da velha ferrovia, equilibrando-me… com os braços bem abertos e o passo certeiro. Não havia destino, era apenas uma brincadeira. O nonno, preferia pisar os dormentes e estar por perto caso eu me desequilibrasse, algo que não chegou a acontecer.Sempre tive paixão por trilhos, trens eContinuar lendo “11 | Vermelho por dentro”

04 | Alice

Começo de uma tarde quente, num tempo anterior a esse, quando sair para encontrar pessoas era uma possibilidade. Quase uma e na agenda do dia… uma lista de coisas anotadas e deixadas para depois… da chuva.Uma curiosidade natural dos nossos encontros. Sempre chovia e a  Alameda… alagava.Eu chegava primeiro… mania antiga. Sou o tipo deContinuar lendo “04 | Alice”

28 | quase sete anos depois

Houve um momento em que eu decidi que não queria os modelos prontos, por saber que não seria o bastante para mim. Era pouco ou nada. Deitar minha escrita em velhos moldes conhecidos e ocupar os mesmos espaços não seria o suficiente. E foi a minha insatisfação que me fez ir atrás de um verboContinuar lendo “28 | quase sete anos depois”

14 | minha pele tem suas próprias estações

“o diário é um veículo para o meu sentido de individualidade. Ele me representa como emocional e espiritualmente independente. Portanto (infelizmente) não apenas registra minha vida real, diária, mas sim, em muitos casos – oferece uma alternativa para ela”. — Susan Sontag — . Sigo a envelhecer… tanto quanto o dia, que se manteve desguarnecido,Continuar lendo “14 | minha pele tem suas próprias estações”

4 | antes de ser um diário… foi caderno de ensaios!

]]. Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! — Cecilia Meireles — . Eu sou feita de muitas metades… sou meio bruxa. meio arteira. meio artista. meio menina. meio moleque. meioContinuar lendo “4 | antes de ser um diário… foi caderno de ensaios!”

Sete anos

Uma tarde de junho descompromissada… qualquer coisa de outono-inverno. Uma xícara de chá e a tela iluminada do notebook com a página do wordpress aberta, a dizer-me: crie um novo blogue. Eu não pretendia ter outro blogue. Estava satisfeita com o ‘menina no sótão’ e sua proposta de ensaio laboratorial. Observei a tela como seContinuar lendo “Sete anos”

O meu primeiro livro…

Lembro-me do exato momento em que tomei a decisão. Era outono, mas já se falava em inverno numa contagem de dias-horas… e as ruas do bairro ainda estavam úmidas. Os caminhos estavam desertos de pessoas-cães. Houve uma pausa nas chuvas de maio-junho… e eu caminhava em círculos pelas ruas que se ligavam umas às outras,Continuar lendo “O meu primeiro livro…”