Meus naufrágios

É um não-livro! Um calhamaço de páginas onde textos se escrevem, em forma de ensaios-crônicas-diálogos, que levam de encontro a um questionamento natural: de quantos fracassos é feita uma vida? Eu escrevi sem compromisso com a literatura — missivas guardadas em envelopes selados e com um destino: a autora do livro meus desacontecimentos: Eliane BrumContinuar lendo “Meus naufrágios”

Vermelho por dentro

Vermelho por dentro é o meu segundo romance e é um livro sobre mulheres — essencialmente.Não há protagonismo de uma ou outra personagem. Cada uma tem suas próprias histórias e um tempo para dizer-se em cada uma das páginas. A narrativa começa — não por acaso — com um casarão, em Paris… onde uma mulherContinuar lendo “Vermelho por dentro”

Sementes em estado de espera…

…passei à tarde de hoje investigando os meus dias, as minhas horas! Debussy veio comigo. O meu autismo musical me faz ouvir a mesma música em repeat sem nunca me cansar, durante dias inteiros. Foi assim com “claire de lune” — que tocou seguidas vezes. Meus olhos se detiveram junto ao branco do teto por algunsContinuar lendo “Sementes em estado de espera…”

Manhã de sábado… a caminho da tarde

Fevereiro/01 (2020) Me surpreendi — há pouco — com o olhar de uma menina a bordo de seus sete ou oito anos… talvez mais — talvez menos. Olhar curioso-faminto… de quem avista um pouco de si no outro. Reconheci a mim mesma, num tempo anterior a esse, quando me escondia nos cantos, afundava o corpoContinuar lendo “Manhã de sábado… a caminho da tarde”

Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!

Janeiro/25 Metrô cheio… e eu em pé, no canto oposto a tudo e todos… a me equilibrar ao som de Elis cantarolava — “uma gente que ri quando deve chorar e não vivi, apenas aguenta” e as páginas do pequeno livro de Patti Smith e seu mapa particular de vivências literárias… entre vinte e setentaContinuar lendo “Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!”

Manhã de sábado nublada

Janeiro/11 (2020) Começarei morrendo pelo coração.Gostarei sempre dele, como se gosta do que está extinto,sejam os dragões, os anjos ou as distâncias. Histórias decoisas que não voltam. O meu coração sem visitas perderáa memória e, quando nos separarmos de vez, certamenteserá mais feliz. Se me perguntarem, direi que nasci sem ele.Jurarei e mentirei sempre. —Continuar lendo “Manhã de sábado nublada”