O tempo joga xadrez… sem peças

Eu tinha oito anos quando entrei no templo sagrado da cozinha da nonna, pela primeira vez. Era o lugar das mulheres mais velhas da família — as donas do sabor, que cortavam, picavam, descascavam e se divertiam com suas falas secretas, em idiomas particulares. Na cozinha falavam de tudo — aprendiam-se. Eu gostava do somContinuar lendo “O tempo joga xadrez… sem peças”