O túnel que me esconde

A pior fase da minha infância teve início aos sete anos, quando fui levada pela segunda vez ao Colégio, perto de casa. Na primeira vez não havia dado certo… a idade pouca foi o impedimento. Não interessava que eu já soubesse ler e escrever frases inteiras. Eu era muito nova e não estava pronta para meContinuar lendo “O túnel que me esconde”

05 | sobre o mês de abril aqui no blogue…

Há tempos que sei que tenho leitores assíduos aqui no blogue… confesso que não esperava por isso quando comecei a usar essa ferramenta. Levei um susto quando me deparei com os comentários e me surpreendi com a proximidade para alguns leitores que voltavam para ler o que eu escrevia. Há leitores de longas datas. UnsContinuar lendo “05 | sobre o mês de abril aqui no blogue…”

03 | cada um enxerga o mundo a partir de suas próprias cores!

    Eu nunca lidei com proibições a casa. Havia limites… mas a palavra: proibido… não tinha lugar na casa 141 da Rua Amélia Maranghoni, onde aconteceu a minha infância. Os livros viviam espalhados por cima dos móveis, empilhados nos degraus, ao lado das poltronas… sempre ao alcance das mãos. Não havia restrições de leituraContinuar lendo “03 | cada um enxerga o mundo a partir de suas próprias cores!”

23 | * já me viram remexendo escombros

Às vezes, pequenos grandes terremotos ocorrem do lado esquerdo do meu peito. Fora, não se dão conta os desatentos. — Affonso Romano de Sant´Anna — . Eu não sinto saudades da minha infância! Mas, gosto imenso de saber que tudo — nesse meu cenário particular —, está em seu devido lugar e que posso acessá-loContinuar lendo “23 | * já me viram remexendo escombros”

O tempo joga xadrez… sem peças

Eu tinha oito anos quando entrei no templo sagrado da cozinha da nonna, pela primeira vez. Era o lugar das mulheres mais velhas da família — as donas do sabor, que cortavam, picavam, descascavam e se divertiam com suas falas secretas, em idiomas particulares. Na cozinha falavam de tudo — aprendiam-se. Eu gostava do somContinuar lendo “O tempo joga xadrez… sem peças”