17 — Quando a ausência de mim é presença em você

Caríssima M., Manhã de domingo indecisa entre nuvens e sol e ventos e o canto dos pássaros nas árvores da Alameda. Há previsão de tempestade no decorrer das horas. Mas, as nuvens no céu dizem contrários. Fui à feira pouco depois da terceira hora cheia… para fugir do sol quente. E ao avançar pelas ruasContinuar lendo “17 — Quando a ausência de mim é presença em você”

16 — Entre o dia e a noite, há sempre uma pausa quebradiça

Meu caro dezembro, Você chegou! O último mês do calendário humano… costuma ser época de festa, férias e as pessoas se agitam para fazer suas retrospectivas. Passam a limpo um ano inteiro: o que ouviram, leram, assistiram. As famosas listas pipocam aos montes por aí… e eu que não gosto de listas, tento entender paraContinuar lendo “16 — Entre o dia e a noite, há sempre uma pausa quebradiça”

14 — Caindo de si em si mesmo…

Amore mio, …aconteceu novembro em mim, há pouco, enquanto observava a paisagem ensolarada, a rua com seus movimentos de carros-cães-pessoas… Às vezes, parece que o tempo para e a vida não se atreve a sair do lugar… permanece imóvel, como se aguardasse algo a acontecer… um estalo, um estouro — talvez. Eu e o calendárioContinuar lendo “14 — Caindo de si em si mesmo…”

12 — O silêncio aumentou tanto que o relógio parou

Aqui, 31/10/21 Cara K., Aguardo pela meia-noite aqui na varanda… sinto os ventos frios sopram forte lá fora, em pleno outubro, que exibe seus últimos estranhos dias. Tudo voltou a ter a rapidez incômoda de antes. Pisca os olhos e começa o mês… pisca de novo e pronto: acabou… Prefiro vigiar as nuvens que dançamContinuar lendo “12 — O silêncio aumentou tanto que o relógio parou”

11 — * labirinto, antítese, emblemas

“Pois já conheci a todos, a todos conheci— Sei dos crepúsculos, das manhãs, das tardes,Medi minha vida em colherinhas de café;Percebo as vozes que fenecem com uma agonia de outonoSob a música de um quarto longínquo.Como então me atreveria?” T.S.Eliot Caríssima A.a Há pouco… ao revirar minhas coisas, encontrei um maço de envelopes azuis, tãoContinuar lendo “11 — * labirinto, antítese, emblemas”

08 — Ocupar o silêncio da casa

Cara mia, Anoiteceu aqui dentro, cara mia… mas não olhe para os ponteiros do relógio — que insistem em dizer outras horas que não as que trago dentro do peito. Mio cuore — convertido em carrilhão — discorda das horas do dia. Acostumado que está a dar de ombros para a teimosia de Cronos — deusContinuar lendo “08 — Ocupar o silêncio da casa”

07 — Sou feita de trovões

Caríssima Ana, Pensava em tuas linhas quando ouvi o som de um trovão ressoar pelos cantos da casa-corpo-alma. Fechei os olhos, respirei fundo… e vesti a pele com um punhado de sensações novas e antigas — devidamente misturadas. A mente escapou e foi folhear as páginas do livro de Helder, em estado de repouso naContinuar lendo “07 — Sou feita de trovões”

5 | As pessoas tristes não sabem soluçar

Cara L, Tento escrever-te desde que vi um bilhete destinado a você numa das redes que frequentamos. Comecei narrativas várias e fui abandonando uma por uma no canto da mesa… do corpo. E depois de tantas folhas — imaginárias — amassadas… desisti. Com todos os meus cantos ocupados… eu me senti no meio de umaContinuar lendo “5 | As pessoas tristes não sabem soluçar”

mais um agosto… seguinte ao seu!

Escrevo nesse agosto… seguinte ao seu! E deixei — propositalmente e sei que entenderá — para fazê-lo no dia seguinte a sua aterrissagem. Você chegou cansada… e levou um tremendo susto com tudo que descobriu a sua volta. A pele foi invadida por uma sensação de primeira vez… como se nunca tivesse passado por aqueleContinuar lendo “mais um agosto… seguinte ao seu!”

03 | Dentro de uma quarta-feira… a promessa se cumpre!

Cara mia, …ler-te pela manhã, me levou de volta para casa num desses ontens que eu coleciono por dentro. Sou toda rituais, você sabe. Alguns se repetem no automático e eu me divirto quando dou por eles. Foi assim ao escrever “aos sábados”. Não foi planejado-calculado-medido. Apenas dei por mim, dentro daquele espaço-tempo repetindo-me. EContinuar lendo “03 | Dentro de uma quarta-feira… a promessa se cumpre!”