02 — Não só de café vivem os loucos

E abre-se o mundo por mil portas simultâneas.Quem aparece? E outras mil portas sobre o mundose fecham. Tudo se revela tão pereneque eu é que sou translúcida morta. Cecília Meireles Cara mia, Penso em escrever-te há dias, mas os ponteiros do relógio não sossegam e os dias no calendários avançam impiedosos. Disseram-me que Agosto eraContinuar lendo “02 — Não só de café vivem os loucos”

01 | Está é minha carta ao mundo…

À você, Sentei-me cá, nesse canto com o sol a dourar as cortinas e criar sombras pelo chão enquanto a manhã escapa do meu calendário. Preparei um café… é o meu primeiro movimento ao acordar, antes de tudo (ou quase tudo). Ao tragar do aroma, fecho os olhos e sou possuída por muitos ontens. AContinuar lendo “01 | Está é minha carta ao mundo…”

* E todo o desacordo de Babel

…sentei-me aqui, nesse fim de tarde-começo de noite (fria) de outono, para responder uma missiva que há dias queima em minhas mãos. As palavras flutuam por dentro, como de costume. Mas não deixam o invólucro… porque preservo alguns pequenos hábitos. Eu preciso ser noite, xícara de chá, silêncio, folha de papel, envelope e selo aoContinuar lendo “* E todo o desacordo de Babel”

* Nada é tão líquido assim…

Remexia em coisas antigas no final da tarde de ontem, com a alma afundada em melancolia, e acabei por encontrar uma velha caixa de madeira, que fez abrir o casulo da memória. Relembrei uma viagem, feita na companhia de C, — percorremos as ruas estreitas, de uma pequena cidade alemã — afundada entre montanhas —Continuar lendo “* Nada é tão líquido assim…”

Carta a você que me lê nesse Abril…

o mais cruel dos meses, segundo o mestre Eliot Escrevo-te nesse abril… Outono quente-febril. Ano 2021. Não estou — mas como eu queria estar — em viagem estelar, como no seriado visto tantas vezes — era o meu favorito! —, na minha meninice… em que tomei espetadas no braço esquerdo para todas as doenças… “daContinuar lendo “Carta a você que me lê nesse Abril…”

15 | o agosto seguinte… ao seu!

Eu escrevo nesse agosto… o seguinte ao seu. Dois mil e dezenove, escrito por extenso porque é assim que preferimos… E eu ainda não aprendi a gostar de números na forma-matemática de equações e cálculos insuportáveis. Algo que dificilmente acontecerá nessa vida, que dá continuidade a sua. Por extenso parece que perdem a forma-idéia-formato (deformam)Continuar lendo “15 | o agosto seguinte… ao seu!”

Carta ao Leitor

A você que não me lê, Se por acaso atracar nesse porto que sou, saiba que mandei erguer um farol para avisar aos navegantes do perigo que correm ao se aproximar dessa ilha. Não se deixe enganar, é o que sou, na condição de leitora da madame Woolf, assumo o melhor dos lugares no meuContinuar lendo “Carta ao Leitor”