51 — Tentei escrever-te, sem sucesso…

Cara Luciana, Há dias, desde que li um texto seu, tento escreve-te. Fiz alguns ensaios, mas confesso que o humor não estava em alta. Os assuntos incomodavam o estômago que pediu xícaras de chá de hortelã — sem efeito. Apelei para o sal de fruta e a magnésia. A realidade anda intragável. As notícias… tentoContinuar lendo “51 — Tentei escrever-te, sem sucesso…”

50 — Deixei de estar disponível…

Suzana, No final desta manhã dourada de agosto, escrevo-te ao som de músicas antigas-minhas. Tenho um repertório bastante peculiar. Hoje escolhi Simply Red para me acompanhar nesse diálogo, ditando o ritmo das palavras e do nosso diálogo. Repito um velho ritual — deixado de lado em algum momento da vida, no meio de uma décadaContinuar lendo “50 — Deixei de estar disponível…”

44 – Questões há na realidade, que nunca devem ser respondidas

Marco, Soube há pouco que o inverno chegou cedo; eu estava acordada na hora anunciada. Perdi o sono dentro da madrugada e vim para a sala ler o meu septum porque depois de folhear reticências nos últimos dias de outono, dentro desse mês que é seu-meu-nosso, precisava revisitar-me em outras datas-estações. E ao virar aContinuar lendo “44 – Questões há na realidade, que nunca devem ser respondidas”

37 — Cultivo regularmente as minhas memórias

São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade, meio de tarde… ano 2003. Caríssimo, Meio de tarde, parte de um todo. Um pouco de nada – muito de tudo. Estou cá, ocupando uma das mesas desse espaço contraditório  que leva o nome do homem que me conquistou com sua louvação da tarde, no final do ano de milContinuar lendo “37 — Cultivo regularmente as minhas memórias”

06 — Eu falo palavras desamparadas e desertas

cada momento passado juntosera uma celebração, uma Epifania,nós os dois sozinhos no mundotu, tão audaz, mais leve que uma asa,descias numa vertigem a escadaa dois e dois, arrastando-me atravésde húmidos lilases, aos teus domíniosdo outro lado, passando o espelho Arsenii Tarkovskii Cara M.,  …a tarde aconteceu por aqui há pouco! Trouxe sol-calor… tudo arde naContinuar lendo “06 — Eu falo palavras desamparadas e desertas”

Em mãos

Se há uma coisa boa de ler, é uma carta – escreveu Otto Lara Resende em uma de suas crônicas. Eu, no entanto, teria escrito: se há uma coisa boa de se escrever, definitivamente é uma carta… Abril [entre tantas coisas] é o mês do B.E.B.A e lá vamos nós…e eu terei companhia nessa aventuraContinuar lendo “Em mãos”

15 | o agosto seguinte… ao seu!

Eu escrevo nesse agosto… o seguinte ao seu. Dois mil e dezenove, escrito por extenso porque é assim que preferimos… E eu ainda não aprendi a gostar de números na forma-matemática de equações e cálculos insuportáveis. Algo que dificilmente acontecerá nessa vida, que dá continuidade a sua. Por extenso parece que perdem a forma-idéia-formato (deformam)Continuar lendo “15 | o agosto seguinte… ao seu!”

Não perdi o hábito de escrever missivas

Meu caro …no final desta manhã dourada de agosto, escrevo-te — repetindo o velho ritual da minha infância. Mesa da cozinha, xícara de chá… e o olhar lambuzado pela paisagem de tantos “ontens”. Lamentavelmente, meu caro… não me lembro da primeira missiva que escrevi. Vasculhei os dias, os lugares… todo e qualquer fragmento de realidade,Continuar lendo “Não perdi o hábito de escrever missivas”