35 — Não há outra verdade que se possa contar

Para M., Escrevo-te na primeira hora deste domingo-primeiro de abril… Tive um sonho agradável na noite que passou e acordei com vontade de sentir o chão debaixo dos meus pés. Nunca fui de andar descalça, como você. Incomoda-me sujar os pés. Mas, essa vontade floresceu em mim… Tem acontecido com certa frequência… vontade de água friaContinuar lendo “35 — Não há outra verdade que se possa contar”

uma velha casa no bairro

A primeira vez em que esbarrei nessa construção antiga foi num fim de tarde… eu gosto imenso de sair para caminhar para dar movimento aos meus pensamentos — o que permite escrever no ar, nas paredes do corpo… pontuando melhor as minhas futuras-frases. Essa casinha sobrevivente é uma das minhas paisagens favoritas… e não façoContinuar lendo “uma velha casa no bairro”

Quando escreve, descalça-se

…”eu gosto da sombra. porque a sombra permiteum segundo corpo onde possa ser tocado.um desnível de realidade por vezes absurdaonde nem sempre nos conseguimos entender”… Fernando Dinis Gosto de começar as coisas pelo fim… o último dia, a última hora, a última página porque eu sou a que lê — primeiro — o último capítulo doContinuar lendo “Quando escreve, descalça-se”

Criando e desenvolvendo o personagem

Depois de observar por um bom tempo… a parede-branca da sala onde me sentei para escrever o meu romance, dei pelo movimento frenético dos meus dedos no teclado. Como se houvesse um horário pré-agendado no mundo para a escrita acontecer e pronto. Não contei as palavras, as linhas ou o tempo — como fez JackContinuar lendo “Criando e desenvolvendo o personagem”

Ontem foi dia das mães…

Ao me sentar para escrever a respeito da data — dia das mães — na tarde de ontem… uma pergunta gritou dentro… por que as pessoas acham que as mães tem por obrigação amar os filhos? — sempre me pareceu incoerente atrelar um sentimento a qualquer coisa de obrigação. A maioria justifica que é assimContinuar lendo “Ontem foi dia das mães…”

Capítulo 04 | voltar a escrever…

Eu tinha sete anos — talvez um pouco mais — quando decidi escrever um texto — o primeiro — e para isso imitaria — inconscientemente — o mio nonno, que se sentava diante da sua Remington Victor T, estalava os dedos e escrevia — repetindo cada uma das palavras em voz alta. Ele precisava agradarContinuar lendo “Capítulo 04 | voltar a escrever…”