10 — das minhas insanidades

O real veste nova realidade, a linguagem encontra seu motivo até mesmo nos lances de silêncio. A explicação rompe das nuvens, das águas, das mais vagas circunstâncias: Não sou eu, sou o Outro que em mim procurava seu destino. Em outro alguém estou nascendo. A minha festa, o meu nascer poreja a cada instante emContinuar lendo “10 — das minhas insanidades”

O que ando a ler | (in)versos

Eu não sei se nos conhecemos em junho… não me lembro. Nem tudo a memória guarda. Algumas coisas, mesmo que preciosas, perdem-se no vácuo de nossa existência. São os famosos espaços em branco que os poetas tanto gostam de preencher. E que sorte temos nós de haver poetas no mundo… Quando conheci Suzana Martins, elaContinuar lendo “O que ando a ler | (in)versos”

O que ando a ler | Solombra…

Que eu gosto — de ao cair da tarde — colocar a chaleira no fogo para preparar uma xícara de chá… não é novidade. Enquanto espero, caminho pelos cômodos da casa, apreciando os meus passos pelo piso-frio e me deixo conduzir até a prateleira, onde escolho um livro de poesias a partir do tato, semContinuar lendo “O que ando a ler | Solombra…”

Uma pausa no dia para ler poesias

Hoje, no meio da tarde, fiz uma pausa… e fui me sentar na varanda. Quando dei por mim… estava com o livro de Plath em mãos… Ariel é uma leitura que se repete de tempos em tempos. Trechos inteiros, em voz alta, como se estivéssemos a dialogar a respeito de nossas estranhezas. Às vezes, me reconheçoContinuar lendo “Uma pausa no dia para ler poesias”

A poesia de Sophia

Não seria certo dizer que gosto de Sophia. Mas, seria errado dizer que não gosto. Tenho um livro dela na prateleira. Mas, dificilmente recorro a ele. Raramente sai do lugar. Lembro-me de tê-lo oferecido a alguém, que não o aceitou. Depois, o coloquei na pilha de livros para seguir viagem para outras mãos.  No últimoContinuar lendo “A poesia de Sophia”

15 — Caminho… e atrás de mim caminham lugares

Caríssima A.a, Comecei a sentir o verão em meu corpo nessa última semana. Vi o sol com seu dourado gasto tingir a fachada dos prédios da alameda. Soube que seria um longo dia azul, com horas abafadas e promessas não cumpridas de chuvas. Eu não sei como as pessoas conseguem ser felizes no verão. EuContinuar lendo “15 — Caminho… e atrás de mim caminham lugares”

O fim só é uma palavra para quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!

(…) e deixamos de confiar no poema, no poeta ,na metáforae em todas as mentiras neste equinócio,com pronúncia de outono e voz de setembro esquecido [de repente parece que o mundo murchoupara os que amam por acaso nestes dias lentos]. Um poema, de Jorge Pimentapara a estação de setembro Setembro acabou… esse mês, que traz emContinuar lendo “O fim só é uma palavra para quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!”

A matéria da qual sou feita!

Foi na infância que desenvolvi a paixão pela primeira vez…O primeiro brinquedo: um tabuleiro de xadrez, feito pelo nonno — inclusive as peças que adorava movimentar durante nossos jogos intermináveis. O primeiro caderno — que me deixou muda-imóvel durante dias… com o cuore acelerado e os olhos cheios. Demorei a escrever naquelas linhas, mas depois que comecei, foiContinuar lendo “A matéria da qual sou feita!”

 Café com Borges… na Livraria da Vila!

  …um dos meus lugares favoritos no bairro é a Livraria da Vila, na Avenida Moema que é  um desses ambientes que São Paulo disponibiliza por toda a parte. O diferencial da livraria é que ela foge do estilo bookstore, modelo importado dos Estados Unidos — o que significa que tem prazo de validade eContinuar lendo ” Café com Borges… na Livraria da Vila!”