Four Quartets (1943)

Burnt NortonT.S.Eliot V As palavras se movem, a música se moveApenas no tempo; mas somente o que vivePode morrer. As palavras, faladas, se calamFazem silêncio. Apenas pelo modelo, a forma,As palavras ou a música podem alcançarO repouso, como um vaso chinês que ainda se movePerpetuamente em seu repouso.Não como o repouso do violino, enquanto aContinuar lendo “Four Quartets (1943)”

[poemas] Wislawa Szymborska

Quando leio poesia, me demoro nas páginas e no livro. Gosto de percorrer caminhos. Levar a poeta comigo para um passeio — coisa rara nesses dias pandêmicos. O máximo que tenho feito é transitar pelos cômodos do lugar… da varanda para a cozinha-banheiro-quarto-sala. Para essa semana… escolhi poemas de Wislawa, que é uma descoberta recente.Continuar lendo “[poemas] Wislawa Szymborska”

09 | ‘poemas canhotos’…

Algumas coisas não acontecem… como esse domingo azul, sem nuvens e com todas as coisas da cidade nos mesmos lugares de sempre. Eu preparei uma xícara de chá e fui me sentar no canto do sofá. Coloquei a minha playlist clássica para tocar e mergulhei nas páginas de ‘poemas canhotos‘ — o último livro escrito porContinuar lendo “09 | ‘poemas canhotos’…”

02 | dia mundial da poesia?

No mês passado… me perguntaram como eu iria comemorar o dia mundial da poesia. Eu arregalei os olhos — típico de quem leva um susto —, levantei a sobrancelha esquerda e  olhei ao redor — feito pássaro — em busca de pouso.Meu calendário pessoal não se ilude com datas. Lembro-me de uma ou outra apenas.Continuar lendo “02 | dia mundial da poesia?”

A poesia de sophia…

Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.O sol no alto, fundo, enorme, aberto,Tornou o céu de todo o deus deserto.A luz cai implacável como um castigo.Não há fantasmas nem almas,E o ar imenso solitário antigoParece bater palmas. No ano que passou, desisti de ler jornais-revistas e outros meios-impressos. Cansei das ‘novidades’ narradas de acordo comContinuar lendo “A poesia de sophia…”

18 | dos livros que eu coleciono…

Minha paixão por livros começou na infância! — mas nunca fui uma colecionadora de livros. Embora tivesse a casa duas bibliotecas distintas que pertenciam as adultos e não a mim. Eu tinha uma dúzia de livros — favoritos — lidos e re-lidos um sem-fim de vezes. Estavam sempre ao alcance de minhas mãos. As poesias deContinuar lendo “18 | dos livros que eu coleciono…”

10 | Como se lê poesia?

. Dizem que o tempo ameniza / Isto é faltar com a verdade Dor real se fortalece / Como os músculos, com a idade Emily Dikcinson . Fui à prateleira e voltei de lá com um livro de poesias — o outro, o mesmo de Jorge Luis Borges. Coisa bastante comum por aqui porque como euContinuar lendo “10 | Como se lê poesia?”

9 | A poesia me ensinou a ler…

“a palavra escrita me encarnou em um corpo onde eu podia viver. O corpo-letra. Ao fazer marcar no papel, com a ponta dura da caneta, entrei no território das possibilidades. As manchas da minha pele primeiro rarearam, em seguida desapareceram. A literalidade que assinala meu estar no mundo, fazendo de mim uma geografia em queContinuar lendo “9 | A poesia me ensinou a ler…”

3 | O que ando a ler | Ana Cristina César

— “As palavras escorrem como líquidos” — . Sempre que preciso fazer uma pausa na minha vida real das coisas e suas causas… ou quando tudo se complica nesse mundo feito por homens para homens — recorro a poesia… que é sem dúvida o meu melhor argumento. Embora não saiba brincar de fazer versos. NãoContinuar lendo “3 | O que ando a ler | Ana Cristina César”

O que ando a ler | poesia completa

Fui até a prateleira e voltei de lá com a poesia de Gilka Machado em mãos… ainda era junho e os dias estavam aquecidos. Me sentei a mesa da cozinha e li, em linha reta, página por página… e agora leio avulso, como tanto gosto e prefiro!