A poesia de Sophia

Não seria certo dizer que gosto de Sophia. Mas, seria errado dizer que não gosto. Tenho um livro dela na prateleira. Mas, dificilmente recorro a ele. Raramente sai do lugar. Lembro-me de tê-lo oferecido a alguém, que não o aceitou. Depois, o coloquei na pilha de livros para seguir viagem para outras mãos.  No últimoContinuar lendo “A poesia de Sophia”

15 — Caminho… e atrás de mim caminham lugares

Caríssima A.a, Comecei a sentir o verão em meu corpo nessa última semana. Vi o sol com seu dourado gasto tingir a fachada dos prédios da alameda. Soube que seria um longo dia azul, com horas abafadas e promessas não cumpridas de chuvas. Eu não sei como as pessoas conseguem ser felizes no verão. EuContinuar lendo “15 — Caminho… e atrás de mim caminham lugares”

O fim só é uma palavra para quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!

(…) e deixamos de confiar no poema, no poeta ,na metáforae em todas as mentiras neste equinócio,com pronúncia de outono e voz de setembro esquecido [de repente parece que o mundo murchoupara os que amam por acaso nestes dias lentos]. Um poema, de Jorge Pimentapara a estação de setembro Setembro acabou… esse mês, que traz emContinuar lendo “O fim só é uma palavra para quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!”

A matéria da qual sou feita!

Foi na infância que desenvolvi a paixão pela primeira vez…O primeiro brinquedo: um tabuleiro de xadrez, feito pelo nonno — inclusive as peças que adorava movimentar durante nossos jogos intermináveis. O primeiro caderno — que me deixou muda-imóvel durante dias… com o cuore acelerado e os olhos cheios. Demorei a escrever naquelas linhas, mas depois que comecei, foiContinuar lendo “A matéria da qual sou feita!”

 Café com Borges… na Livraria da Vila!

  …um dos meus lugares favoritos no bairro é a Livraria da Vila, na Avenida Moema que é  um desses ambientes que São Paulo disponibiliza por toda a parte. O diferencial da livraria é que ela foge do estilo bookstore, modelo importado dos Estados Unidos — o que significa que tem prazo de validade eContinuar lendo ” Café com Borges… na Livraria da Vila!”

Uma voz de ninguém

 | para ler ao som de Cramberries, no need to argue  | Com que palavras ou que lábiosé possível estar assim tão perto do fogoe tão perto de cada dia, das horas tumultuosas e das serenas,tão sem peso por cima do pensamento? Pode bem acontecer que exista tudo e isto também,e não só uma vozContinuar lendo “Uma voz de ninguém”

Ana Luísa Amaral

Lua de Papel e eu cantasse o amor sem resultado ou causa,seria mais sensata: chegava-me uma lua de papel,um par de braços lisos, conformados Se eu cantasse o amor sem causa ou resultado,tinha muito mais paz: fingida em luas-cheias,seria mais sensata e decerto poeta bem melhor Assim o que me resta é lua cheia aContinuar lendo “Ana Luísa Amaral”

Um poema para essa sexta-santa

Estes tempos de pandemia são prosaicos, mais lentos e um tico aborrecidos. As notícias se repetem e qualquer roda de conversa versa a respeito do invisível… enfatizando a nossa proximidade com o vírus. Se em um tempo anterior, os números eram somas impossíveis-estranhas-distantes — os nomes de pessoas próximas-conhecidas-parentes-amigas se agigantam numa lista que nãoContinuar lendo “Um poema para essa sexta-santa”

Poemas Completos

A faca não corta o fogo Herberto Helder que eu aprenda tudo desde a morte,mas não me chamem por um nome nem pelo uso das coisascolher, roupa, caneta,roupa intensa com a respiração dentro dela,e a tua mão sangra na minha,brilha inteira se um pouco da minha mão sangra e brilha,no toque entre os olhos,na boca,naContinuar lendo “Poemas Completos”

Poemas

Os homens ocos INós somos os homens ocosOs homens empalhadosUns nos outros amparadosO elmo cheio de nada. Ai de nós!Nossas vozes dessecadas,Quando juntos sussurramos,São quietas e inexpressasComo o vento na relva secaOu pés de ratos sobre cacosEm nossa adega evaporada Forma sem forma, sombra sem corForça paralisada, gesto sem vigor; Aqueles que atravessaramDe olhos retos,Continuar lendo “Poemas”