Loucas noites / Wild Nights

Fui a prateleira há pouco e busquei os livros de Emily… uma decisão tomada ao despertar: ler Emily Dickinson nessa manhã de inverno-domingo. Tenho alguns livros da poeta-mulher, que em seu tempo foi considerada inadequada-imprópria-fora-do-comum. Hoje, muito se fala de Emily e dos motivos que a fez reclusa… da paixão pela cunhada, que morava naContinuar lendo “Loucas noites / Wild Nights”

[ Chá de hortelã ]

Dizem que o tempo ameniza Isto é faltar com a verdade Dor real se fortalece Como os músculos, com a idade Emily Dickinson Fui à prateleira e voltei de lá com um livro de poesias — o outro, o mesmo de Jorge Luis Borges. Coisa bastante comum por aqui porque como eu escrevi num desses ontensContinuar lendo “[ Chá de hortelã ]”

Ano 10

Epitáfio Merritt Malloy Quando eu morrerDê o que restar de mimÀs crianças e aos velhos que esperam para morrer E se precisar chorar,chore pelo irmão ou irmãAndando na rua ao seu ladoE quando precisar de mimColoque seus braçosAo redor de qualquer umE dê a eles o que precisa dar pra mim Quero deixar-te algo,Algo melhorDoContinuar lendo “Ano 10”

10 — das minhas insanidades

O real veste nova realidade, a linguagem encontra seu motivo até mesmo nos lances de silêncio. A explicação rompe das nuvens, das águas, das mais vagas circunstâncias: Não sou eu, sou o Outro que em mim procurava seu destino. Em outro alguém estou nascendo. A minha festa, o meu nascer poreja a cada instante emContinuar lendo “10 — das minhas insanidades”

O que ando a ler | (in)versos

Eu não sei se nos conhecemos em junho… não me lembro. Nem tudo a memória guarda. Algumas coisas, mesmo que preciosas, perdem-se no vácuo de nossa existência. São os famosos espaços em branco que os poetas tanto gostam de preencher. E que sorte temos nós de haver poetas no mundo… Quando conheci Suzana Martins, elaContinuar lendo “O que ando a ler | (in)versos”

O que ando a ler | Solombra…

Que eu gosto — de ao cair da tarde — colocar a chaleira no fogo para preparar uma xícara de chá… não é novidade. Enquanto espero, caminho pelos cômodos da casa, apreciando os meus passos pelo piso-frio e me deixo conduzir até a prateleira, onde escolho um livro de poesias a partir do tato, semContinuar lendo “O que ando a ler | Solombra…”

Uma pausa no dia para ler poesias

Hoje, no meio da tarde, fiz uma pausa… e fui me sentar na varanda. Quando dei por mim… estava com o livro de Plath em mãos… Ariel é uma leitura que se repete de tempos em tempos. Trechos inteiros, em voz alta, como se estivéssemos a dialogar a respeito de nossas estranhezas. Às vezes, me reconheçoContinuar lendo “Uma pausa no dia para ler poesias”

A poesia de Sophia

Não seria certo dizer que gosto de Sophia. Mas, seria errado dizer que não gosto. Tenho um livro dela na prateleira. Mas, dificilmente recorro a ele. Raramente sai do lugar. Lembro-me de tê-lo oferecido a alguém, que não o aceitou. Depois, o coloquei na pilha de livros para seguir viagem para outras mãos.  No últimoContinuar lendo “A poesia de Sophia”

15 — Caminho… e atrás de mim caminham lugares

Caríssima A.a, Comecei a sentir o verão em meu corpo nessa última semana. Vi o sol com seu dourado gasto tingir a fachada dos prédios da alameda. Soube que seria um longo dia azul, com horas abafadas e promessas não cumpridas de chuvas. Eu não sei como as pessoas conseguem ser felizes no verão. EuContinuar lendo “15 — Caminho… e atrás de mim caminham lugares”