03 | casas também são personagens…

Eu gosto imenso de sair para andar calçadas-ruas… e essa foi a parte mais difícil quando o #fiqueemcasa (se puder) se estabeleceu como nova regra de sobrevivência. A minha escrita sempre esteve atrelada aos meus passos. Escrever e andar sempre fez parte do meu processo criativo…Muitos capítulos — inteiros ou pela metade — de meusContinuar lendo “03 | casas também são personagens…”

02 | as etapas da escrita…

Quando finalmente decidi que iria escrever um romance… conclui que de todas as coisas que tinha em mente, a mais importante era a certeza que eu acalentava em meu íntimo: eu queria contar uma história e sabia exatamente qual.Mas, ao mencionar minha intenções a pessoas do meio… colhi um surpreendente arregalar de olhos e ouviContinuar lendo “02 | as etapas da escrita…”

Criando e desenvolvendo o personagem

Depois de observar por um bom tempo… a parede-branca da sala onde me sentei para escrever o meu romance, dei pelo movimento frenético dos meus dedos no teclado. Como se houvesse um horário pré-agendado no mundo para a escrita acontecer e pronto. Não contei as palavras, as linhas ou o tempo — como fez JackContinuar lendo “Criando e desenvolvendo o personagem”

O primeiro romance…

Na primeira vez em que me sentei diante da tela — depois de dizer em voz alta vou escrever um romance — abri o Word e fiquei a observar o branco da página. Alguém havia me dito que era o pesadelo da maioria dos escritores. Mas eu achei agradável. Havia qualquer coisa de paz eContinuar lendo “O primeiro romance…”

marco: zero!

Nesse ano faz dez… uma soma inteira. Uma década cheia. Eu tinha as minhas decisões de cabeceiras. O tipo de coisa que eu dialogava apenas com o travesseiro e no silêncio aquecido do quarto. Eram coisas que não-são. Eu tenho uma relação bem grande com coisas que não-são… porque não é preciso movimento. Apenas observá-lasContinuar lendo “marco: zero!”

14 |  meus três verbos favoritos…

Escrever. Escrever. Escrever. Muitas vezes o mesmo texto… incontáveis vezes. Encontrar palavras no ar…  que interpretem o que vai dentro. Nem sempre conquisto o resultado esperado. Insisto. Eu sou a própria metamorfose “kafakaniana”. Foram tantas as vezes em que acordei na pele de um bicho-monstro-coisa-outra.Mas, ao contrário do personagem de Kafka, nunca houve susto. ApenasContinuar lendo “14 |  meus três verbos favoritos…”

08 | vermelho, por dentro!

Eu estava em Paris — dias de abril — para um reencontro combinado no dia anterior. Tinha escolhido a mesa, feito o pedido e me acomodado na cadeira do Café de Flore — para esperar por Pr., para juntos comer blinis e beber café no mesmo lugar que Beauvoir e Sartre.Eu sempre chego antes aos CafésContinuar lendo “08 | vermelho, por dentro!”

07 | Escreve-se… e pronto!

Hoje, ao observar a paisagem urbana… me lembrei da primeira vez que me sentei para escrever uma história. Abri o caderno em sala de aula… e corri o grafite pelas linhas — sem compromisso algum com regras literárias. Escrevi por escrever somente — uma história do meu tamanho, enquanto tive linhas-páginas. Não pensei em leitores-livros-livrarias-prateleirasContinuar lendo “07 | Escreve-se… e pronto!”

27  | às segundas…

Acordei cedo — coisa pouco comum para essa figura-humana-noturna que sou. Espreguicei os músculos e nervos. Alonguei braços-pernas-ponta-de-dedos-pescoço… esticando todos os ossos do corpo — como faz a menina de quatro patas da casa.Respirei fundo — como um monge — uma saudade-peculiar que despertou comigo. Talvez um resquício de sonho que ficou em algum cantoContinuar lendo “27  | às segundas…”

13 | No êxtase de um entardecer que não será uma noite*

Eu sempre tive paixão por bússolas! Ganhei uma quando tinha seis anos — um pouco mais ou menos. Sempre fui péssima com essa coisa de idade. Me perco em somas improváveis… começo a contar e daqui a pouco, uma folha se desprende da árvore, um pássaro cruza o ar em movimentos magníficos de asas, umContinuar lendo “13 | No êxtase de um entardecer que não será uma noite*”