Criando e desenvolvendo o personagem

Depois de observar por um bom tempo… a parede-branca da sala onde me sentei para escrever o meu romance, dei pelo movimento frenético dos meus dedos no teclado. Como se houvesse um horário pré-agendado no mundo para a escrita acontecer e pronto. Não contei as palavras, as linhas ou o tempo — como fez JackContinuar lendo “Criando e desenvolvendo o personagem”

O primeiro romance…

Na primeira vez em que me sentei diante da tela — depois de dizer em voz alta vou escrever um romance — abri o Word e fiquei a observar o branco da página. Alguém havia me dito que era o pesadelo da maioria dos escritores. Mas eu achei agradável. Havia qualquer coisa de paz eContinuar lendo “O primeiro romance…”

marco: zero!

Nesse ano faz dez… uma soma inteira. Uma década cheia. Eu tinha as minhas decisões de cabeceiras. O tipo de coisa que eu dialogava apenas com o travesseiro e no silêncio aquecido do quarto. Eram coisas que não-são. Eu tenho uma relação bem grande com coisas que não-são… porque não é preciso movimento. Apenas observá-lasContinuar lendo “marco: zero!”

14 |  meus três verbos favoritos…

Escrever. Escrever. Escrever. Muitas vezes o mesmo texto… incontáveis vezes. Encontrar palavras no ar…  que interpretem o que vai dentro. Nem sempre conquisto o resultado esperado. Insisto. Eu sou a própria metamorfose “kafakaniana”. Foram tantas as vezes em que acordei na pele de um bicho-monstro-coisa-outra. Mas, ao contrário do personagem de Kafka, nunca houve susto.Continuar lendo “14 |  meus três verbos favoritos…”

08 | vermelho, por dentro!

Eu estava em Paris — dias de abril — para um reencontro combinado no dia anterior. Tinha escolhido a mesa, feito o pedido e me acomodado na cadeira do Café de Flore — para esperar por Pr e juntos comer blinis e beber café no mesmo lugar que Beauvoir e Sartre. Eu sempre chego antes aosContinuar lendo “08 | vermelho, por dentro!”