uma velha casa no bairro

A primeira vez em que esbarrei nessa construção antiga foi num fim de tarde… eu gosto imenso de sair para caminhar para dar movimento aos meus pensamentos — o que permite escrever no ar, nas paredes do corpo… pontuando melhor as minhas futuras-frases. Essa casinha sobrevivente é uma das minhas paisagens favoritas… e não façoContinuar lendo “uma velha casa no bairro”

A voz da persona que escreve

Uma das coisas mais difíceis na vida de um escritor… é saber pontuar suas histórias, atribuindo ritmo à narrativa. É uma das mais ingratas tarefas, sendo superada apenas pelo desafio da folha em branco… quando é preciso escolher a melhor das frases para lançar o leitor no abismo, colocando-o em estado permanente de queda. UmaContinuar lendo “A voz da persona que escreve”

Criação de personagens

Quando ministro aulas de escrita… a pergunta mais comum que ouço é: como criar personagens? Parece que se trata de um segredo bem guardado por alguns escritores-especialistas— não é. Mas eu gosto de pensar a resposta com calma… consciente de que irei oferecer o meu processo de criação que talvez não sirva para o outro.Continuar lendo “Criação de personagens”

Gosto de existir no mistério das coisas

| escrito ao som de Fake Empire – The National | Das coisas que eu me lembro… de sentar-me à mesa da cozinha e reter uma xícara bem cheia de leite caramelado entre as mãos. De fechar os olhos e tragar do aroma sutilmente adocicado. Do olhar de C., e de seu sorriso cúmplice aoContinuar lendo “Gosto de existir no mistério das coisas”

emoções conflitantes

 | Para ler ao som de belle & sebastian, clique aqui  | Meu primeiro rascunho — no sentido de produção literária –, aconteceu em sala de aula, durante as enfadonhas aulas de Geografia. Aproveitei o meu — nunca usado –, caderno para rascunhar uma espécie de romance policial. Minha personagem principal era uma colega deContinuar lendo “emoções conflitantes”

Interessava forjar um corpo além do corpo, na letra

Eu escrevia por escrever somente, na infância… sem preocupação alguma com as regras literárias — que eu nem sabia existir à época. Preenchia livremente as páginas dos meus cadernos com qualquer coisa minha: vocabulário pouco, realidade pequena-encolhida… de uma janela a outra, ruas estreitas e calçadas encolhidas. Eu escrevia conforme crescia — um centímetro ou doisContinuar lendo “Interessava forjar um corpo além do corpo, na letra”

Um lugar para a minha escrita…

Minha escrita é mais ou menos como eu… uma criatura indócil que precisa de movimentos dispares-urbanos-contrários, qualquer coisa de passado-presente-e-futuro devidamente misturados e um canto seguro-confortável para existir-acontecer — Ser. Não consigo escrever em lugares comuns… organizados para esse fim. E sei disso graças ao fracasso após inúmeras tentativas. Na casa onde cresci, havia uma biblioteca-escritório… comContinuar lendo “Um lugar para a minha escrita…”

Lua de Papel

Quem acompanhou Catarina (quem completa nesse louco-ano 08 anos) nessa semana, leu minha experiência na tessitura de meu primeiro romance — um episódio único na minha trama particular. Ouso dizer que foi o primeiro passo na direção da escritora que hoje eu sou. Não escrevi sobre mim, como faço aqui no blogue. Escrevi a históriaContinuar lendo “Lua de Papel”

A cidade é um chão de palavras pisadas

Apertei o botão da máquina de expresso e ao sentir o aroma do café no ar rememorei os processos do meu primeiro romance. O primeiro passo foi estabelecer uma rotina para me disciplinar. Decidi que escreveria um capítulo por semana e passei a sair de casa — diariamente —, pouco depois do meio dia… aContinuar lendo “A cidade é um chão de palavras pisadas”

Como escrever um romance

Quando decidi escrever lua de papel — meu primeiro romance — eu não tinha muita coisa. Uma parte de mim estava atordoada com a possibilidade que não era inédita. Eu havia escrito algumas histórias… sem compromisso algum com o universo literário. Era apenas uma pessoa-comum— que não tinha a menor intenção em ser escritora, masContinuar lendo “Como escrever um romance”