Teoria do caos

“Estou naquela idade inquietae duvidosa que é um fim de tardee começa a anoitecer!” Machado de Assis Depois de uma semana inteira de muito trabalho… levei um susto ao me deparar com a bagunça que se estabeleceu em minha mesa. Não é uma novidade, eu sei. E mesmo assim me espanto como tudo se acumula,Continuar lendo “Teoria do caos”

Parece que, na miséria, tomamos consciência da nossa própria existência

Passei as últimas horas tentando escrever a biografia da minha personagem, que não é nova, mas não passava de uma transeunte em outra história. Eu gosto imenso quando as minhas personas migram de uma narrativa para outra, como aconteceu com Alice que, em seu momento de vida-e-morte — muito mais morte que vida — acabaContinuar lendo “Parece que, na miséria, tomamos consciência da nossa própria existência”

A janela indiscreta do meu olhar…

Passa das onze… as horas avançam em pares e a noite se esparrama por cima da cidade.Gosto imenso desse momento. Lembra um filme antigo-conhecido, em preto e branco. O dissolver da realidade como conhecemos. As preces crescem nas janelas que os meus olhos alcançam. Tenho essa mania desde a infância — observar esses espaços onde vez ouContinuar lendo “A janela indiscreta do meu olhar…”

os meus rituais de escrita

Uma das coisas mais difíceis na vida de um escritor é saber pontuar as histórias, atribuindo ritmo à narrativa. Uma das mais ingratas tarefas, sem dúvida, sendo superada apenas pelo desafio da folha em branco, que para muitos é intransponível. Eu considero o melhor momento… Adoro ver piscar o cursor no canto da tela doContinuar lendo “os meus rituais de escrita”

As mulheres que eu leio

É uma necessidade que me acompanha desde menina… contar histórias de mulheres que atravessam o meu caminho ou que observo de longe, em seus caminhos de vida. Mulheres são figuras múltiplas e não há nada de misterioso nelas, como a literatura escrita por homens fez questão de adjetivar durante muito tempo. As mulheres que conheci…Continuar lendo “As mulheres que eu leio”

uma velha casa no bairro

A primeira vez em que esbarrei nessa construção antiga foi num fim de tarde… eu gosto imenso de sair para caminhar para dar movimento aos meus pensamentos — o que permite escrever no ar, nas paredes do corpo… pontuando melhor as minhas futuras-frases. Essa casinha sobrevivente é uma das minhas paisagens favoritas… e não façoContinuar lendo “uma velha casa no bairro”

A voz da persona que escreve

Uma das coisas mais difíceis na vida de um escritor… é saber pontuar suas histórias, atribuindo ritmo à narrativa. É uma das mais ingratas tarefas, sendo superada apenas pelo desafio da folha em branco… quando é preciso escolher a melhor das frases para lançar o leitor no abismo, colocando-o em estado permanente de queda. UmaContinuar lendo “A voz da persona que escreve”

Criação de personagens

Quando ministro aulas de escrita… a pergunta mais comum que ouço é: como criar personagens? Parece que se trata de um segredo bem guardado por alguns escritores-especialistas— não é. Mas eu gosto de pensar a resposta com calma… consciente de que irei oferecer o meu processo de criação que talvez não sirva para o outro.Continuar lendo “Criação de personagens”

Gosto de existir no mistério das coisas

| escrito ao som de Fake Empire – The National | Das coisas que eu me lembro… de sentar-me à mesa da cozinha e reter uma xícara bem cheia de leite caramelado entre as mãos. De fechar os olhos e tragar do aroma sutilmente adocicado. Do olhar de C., e de seu sorriso cúmplice aoContinuar lendo “Gosto de existir no mistério das coisas”

emoções conflitantes

 | Para ler ao som de belle & sebastian, clique aqui  | Meu primeiro rascunho — no sentido de produção literária –, aconteceu em sala de aula, durante as enfadonhas aulas de Geografia. Aproveitei o meu — nunca usado –, caderno para rascunhar uma espécie de romance policial. Minha personagem principal era uma colega deContinuar lendo “emoções conflitantes”