emoções conflitantes

 | Para ler ao som de belle & sebastian, clique aqui  | Meu primeiro rascunho — no sentido de produção literária –, aconteceu em sala de aula, durante as enfadonhas aulas de Geografia. Aproveitei o meu — nunca usado –, caderno para rascunhar uma espécie de romance policial. Minha personagem principal era uma colega deContinuar lendo “emoções conflitantes”

Interessava forjar um corpo além do corpo, na letra

Eu escrevia por escrever somente, na infância… sem preocupação alguma com as regras literárias — que eu nem sabia existir à época. Preenchia livremente as páginas dos meus cadernos com qualquer coisa minha: vocabulário pouco, realidade pequena-encolhida… de uma janela a outra, ruas estreitas e calçadas encolhidas. Eu escrevia conforme crescia — um centímetro ou doisContinuar lendo “Interessava forjar um corpo além do corpo, na letra”

Um lugar para a minha escrita…

Minha escrita é mais ou menos como eu… uma criatura indócil que precisa de movimentos dispares-urbanos-contrários, qualquer coisa de passado-presente-e-futuro devidamente misturados e um canto seguro-confortável para existir-acontecer — Ser. Não consigo escrever em lugares comuns… organizados para esse fim. E sei disso graças ao fracasso após inúmeras tentativas. Na casa onde cresci, havia uma biblioteca-escritório… comContinuar lendo “Um lugar para a minha escrita…”

Lua de Papel

Quem acompanhou Catarina (quem completa nesse louco-ano 08 anos) nessa semana, leu minha experiência na tessitura de meu primeiro romance — um episódio único na minha trama particular. Ouso dizer que foi o primeiro passo na direção da escritora que hoje eu sou. Não escrevi sobre mim, como faço aqui no blogue. Escrevi a históriaContinuar lendo “Lua de Papel”

A cidade é um chão de palavras pisadas

Apertei o botão da máquina de expresso e ao sentir o aroma do café no ar rememorei os processos do meu primeiro romance. O primeiro passo foi estabelecer uma rotina para me disciplinar. Decidi que escreveria um capítulo por semana e passei a sair de casa — diariamente —, pouco depois do meio dia… aContinuar lendo “A cidade é um chão de palavras pisadas”

Como escrever um romance

Quando decidi escrever lua de papel — meu primeiro romance — eu não tinha muita coisa. Uma parte de mim estava atordoada com a possibilidade que não era inédita. Eu havia escrito algumas histórias… sem compromisso algum com o universo literário. Era apenas uma pessoa-comum— que não tinha a menor intenção em ser escritora, masContinuar lendo “Como escrever um romance”

Alexandra Mendes, a personagem primeira…

No dia em que conheci Alexandra — em sua forma futura-pronta, com uma vida inteira vivida —, eu estava na cozinha. Preparava uma receita de bolo, por isso sei que era quinta feira. Ela chegou trazida pelas mãos da menina de asas, que estava de passagem por São Paulo, a caminho do Rio de janeiro,Continuar lendo “Alexandra Mendes, a personagem primeira…”

Por que escrever outro não-livro?

Aconteceu — de novo — mas, foi diferente. Em “meus naufrágios” selecionei uma dúzia de textos quase prontos — uma espécie de colheita feita a partir do que havia escrito nos últimos anos e depois de um sem-fim de leituras… considerei que tinha em mãos qualquer coisa de diálogo sobre como a pessoa-mulher-escritora que euContinuar lendo “Por que escrever outro não-livro?”

Os erros cometidos

Enquanto me vestia para ir à feira… comprar uma dúzia de ovos, me lembrei mais uma vez do momento em que eu disse em voz alta — vou escrever um romance — uma decisão definitiva, com a qual eu teria que lidar nos dias seguintes… Até então, eu havia percorrido todos os caminhos da escrita.Continuar lendo “Os erros cometidos”

03 | casas também são personagens…

Eu gosto imenso de sair para andar calçadas-ruas… e essa foi a parte mais difícil quando o #fiqueemcasa (se puder) se estabeleceu como nova regra de sobrevivência. A minha escrita sempre esteve atrelada aos meus passos. Escrever e andar sempre fez parte do meu processo criativo…Muitos capítulos — inteiros ou pela metade — de meusContinuar lendo “03 | casas também são personagens…”