13 | Pessoas são personagens

Sai para andar a cidade e me equilibrar entre passos… rotina que se repete desde que a escrita passou a ser movimento dentro dos meus dias, em pares. Acabei no mesmo lugar de sempre — entre esquinas — a degustar do meu tradicional latte.Estava no segundo gole, quando os personagens do dia chegaram — três escritoresContinuar lendo “13 | Pessoas são personagens”

07 | A pessoa que não somos

“e eu sensível apenas ao papel e à esferográfica:à mão que me administra a alma”— Herberto Helder — Sai para andar calçadas, sem destino com lugares-espaços ou compromisso com a cidade. Era apenas eu, os meus passos e as coisas que trago dentro: personagens-tramas-enredos-canções-notas-para-daqui-a-pouco… e o desejo de ter em mãos um copo branco — venti — deContinuar lendo “07 | A pessoa que não somos”

05 | Um torvelinho por dentro

As minhas ideias acontecem quando eu me coloco em movimento de cômodos-calçadas-ruas-esquinas. Só depois é que me sento para escrever. Meu pensamento necessita do passo… como o grafite que precisa caminhar pelo papel. Tudo se organiza naturalmente e eu sinto dentro, o lado de fora e o contrário também.Quando leio um texto-livro-original-a-mim-encaminhado… o mesmo acontece.Continuar lendo “05 | Um torvelinho por dentro”

Detalhes de uma escrita ficcional

. “Não tenho certeza de nada,a não ser da santidade dos afetos do coração eda verdade da imaginação…” — John Keats — . Vez ou outra… alguém me pergunta: como surgem os meus textos! Confesso que, nas primeiras vezes, eu pensava na teoria da geração espontânea — que caiu por terra há anos — achavaContinuar lendo “Detalhes de uma escrita ficcional”

O meu primeiro livro…

Lembro-me do exato momento em que tomei a decisão. Era outono, mas já se falava em inverno numa contagem de dias-horas… e as ruas do bairro ainda estavam úmidas. Os caminhos estavam desertos de pessoas-cães. Houve uma pausa nas chuvas de maio-junho… e eu caminhava em círculos pelas ruas que se ligavam umas às outras,Continuar lendo “O meu primeiro livro…”

Sobre a minha escrita,

Minha professora de literatura, uma das responsáveis pela minha dedicação à escrita, certa vez, durante um diálogo literário, me disse — ‘de repente, eu também aprendo‘. Eu tinha poucos anos. Ainda era primária. Aprendia as primeiras palavras-frases, devorava os meus primeiros livros… e começava a trilhar o caminho da realidade rumo ao imaginário.Ela era umaContinuar lendo “Sobre a minha escrita,”

Ser escritor,

Faz alguns dias que anotei o título desse post num pedaço de papel. Desde então penso numa espécie de resposta. Naveguei por aí. Andei ruas. Dobrei esquinas. Entrei e saí de estações. Encontrei pessoas. Mergulhei em olhares vazios-cheios. Admirei o céu de Abril e sua lua cheia num falso amarelo. A poluição da cidade mudaContinuar lendo “Ser escritor,”

Catarina

Noite alta a queimar substâncias… livros empilhados sobre a mesa de trabalho e uma xícara de chá com um último gole esquecido no fundo. Me distraio com o brilho do ecrã a iluminar a parede, onde desenhos de ontem me lembram as muitas pessoas que fui-sou.O ano era dois mil e um… o menino deContinuar lendo “Catarina”