22  | Escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta

Quando começo a desenhar um personagem… passo horas inteiras a observar a vida em movimento — em busca de certos sinais. Narrativas dependem de pequenos detalhes que apenas a realidade é capaz de ofertar: a cor dos olhos, da pele, o jeito dos gestos, a maneira como o sorriso se precipita nos lábios, o tipoContinuar lendo “22  | Escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta”

13 — A flor escura da realidade

Daqui de dentro, sem prazo para emergir… Caríssima M., …sua missiva chegou até mim como uma forte rajada de vento, daquelas que tiram tudo do lugar e causa algum tumulto na mesa que ocupo essa semana. Não saí de casa — não vi pessoas e me espalhei pelos cantos desse lugar ao qual não pertenço.Continuar lendo “13 — A flor escura da realidade”

Você está bem?

…sou uma pessoa endogenamente melancólica desde miúda. Olhos baixos, pesados suspiros, tragos pesados de ar e o olhar a visitar paisagens distantes. Não sou assim na maior parte do tempo… porque nem sempre posso ficar quieta, do lado que tanto gosto e aprecio: o de dentro — onde vivo perdida em ilusões, qualquer coisa deContinuar lendo “Você está bem?”

Cenas Urbanas…

Seguia olhando para o chão, colhendo folhas — hábito antigo que preservo. A cada passo dado, eu meditava alguns dos meus versos favoritos de Cecília Meireles — tenho fases como a lua, fases que vão e que vem num secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para o meu uso. E ao levantar dos olhos,Continuar lendo “Cenas Urbanas…”