Papel em branco

Primavera/08 Sai às ruas para visitar essa pequena parte de São Paulo que tenho para mim… Ver as ruas, sentir os aromas é tudo que precisava hoje. As ruas exibem aromas inéditos. Hoje eu senti cheiro de bolo de laranja. Não sei de qual casa vinha. Espiei uma a uma. São muitas, uma depois daContinuar lendo “Papel em branco”

A casa de Alice

Percorria a Avenida Sumaré com os ouvidos ocupados com as músicas de Lèon e a mente a tecer as linhas de meu romance Alice (uma voz nas pedras) quando avistei essa casa, que um dia foi de alguém… Observei o portão de ferro, a tranca, os degraus, as paredes fragéis, a pixação, a janela… TudoContinuar lendo “A casa de Alice”

Igreja da Consolação

Gosto imenso da maneira como a Igreja da Consolação, em pleno coração paulistano, emerge grandiosa do chão… O prédio original foi remodelado para se adequar a região, que passou por uma significante mudança em meados da década de 1930. Em 1922, a Igreja tinha apenas o piso de tijolo, as paredes, o telhado e umaContinuar lendo “Igreja da Consolação”

Palacete São Jorge

A região da 25 de março esta cada vez mais ocupada por chineses e seus “negócios da china”. Mas eu duvido que a influência árabe irá desaparecer. O Palacete São Jorge — um investimento do árabe Rizkallah Jorge Tahan que fez fortuna o início do século passado vendendo em seu estabelecimento comercial — na RuaContinuar lendo “Palacete São Jorge”

Catedral da Sé

Igreja gótica de São Paulo Marco zero da Capital Sai para caminhar pelas ruas do centro velho e acabei no Marco zero da capital… e me deparei com a Catedral gótica e todos os seus fantasmas. Subi os degraus, ocupados por indigentes: quem pode se definir de outra maneira nessa cidade? Depois de percorrer oContinuar lendo “Catedral da Sé”

Con.Vi.Ver

Vila Itororó Fiz essa foto num tempo anterior a esse… quando o meu passo tinha como destino a Alameda Santos. Lembro-me que a noite me convidou a caminhar e eu dei aos meus pés o sabor das calçadas da Avenida Paulista até a Brigadeiro Luís Antônio… Fui perfazendo os caminhos, sem mapas… sentindo o piso,Continuar lendo “Con.Vi.Ver”

47 — Entre o dia e a noite, há sempre uma pausa quebradiça

missiva escrita em julho de 2002 Caro mio, Há pouco vi o sol se pôr… e fiz uma pausa nas coisas todas para apreciar a paisagem urbana que você não conheceu. Talvez por ser Julho — o nosso verão — a sua presença esteja mais forte nesses dias estranhos. Ouço a sua música e enquantoContinuar lendo “47 — Entre o dia e a noite, há sempre uma pausa quebradiça”

45 — Um elogio à sombra

As ruas de Buenos Aires | já são minhas entranhas.Não as ávidas ruas | incômodas de turba e de agitação,mas as ruas entediadas do bairro, quase invisíveis  Jorge Luiz Borges Caro Obdulio, Saí para caminhar pelas ruas, há pouco! Precisava ir ao mercado — algo que ensaiei fazer durante a semana, mas fui postergando. NãoContinuar lendo “45 — Um elogio à sombra”

Não perca o seu olhar estrangeiro

                                                   em ruínas Saímos para andar pelo bairro com suas ruas para baixo entrecortadas por inúmeras vielas e acabamos nos perdendo dos passos e dos caminhos… foi quando avistei essa construção. O muro foi o que me chamou a atenção. E como o portão estava entreaberto, espiei o lado de dentro e avistei o queContinuar lendo “Não perca o seu olhar estrangeiro”

Olhar estrangeiro

Boulevard São Bento Fiz essa foto com uma câmera nikkon usando filme preto e branco… durante um passeio pelo centro velho de São Paulo… apontava a câmera para todas as direções e flagrei esse caminhar solitário numa manhã de domingo de inverno. Encontrei a fotografia que foi revelada em uma dessas casas antigas numa dasContinuar lendo “Olhar estrangeiro”