* Em delírio me transporto ao limbo

* Katia Kastañeda  (labaredas) Escrever nos impõe algumas perguntas… mas a resposta se dissolve no ar e nem sempre alcança o corpo de quem escreve, fica à deriva. A maioria das pessoas querem saber: por que você escreve? E eu me aborreço ao observar os espaços brancos e vagos ao meu redor. Toda vez queContinuar lendo “* Em delírio me transporto ao limbo”

25 Estou sozinha no quarto, entre dois mundos

Caro Escritor, Escrevo-te dentro dessa manhã de sábado, no segundo (ou seria terceiro?) Dia de primavera. Estou em dúvidas e ao olhar lá para fora, nada se esclarece. Será um lindo dia de sol. Mas está frio… E há um silêncio pouco comum na Alameda que exibe um vento típico dos dias de julho deContinuar lendo “25 Estou sozinha no quarto, entre dois mundos”

velhos hábitos

setembro. outro lugar. realidade. recordei a lista de material escolar. a escola não era o meu lugar preferido-favorito. era apenas um lugar. causa maior de meus cansaços. gostava mesmo era do ritual de papelarias. escolher os cadernos. adquirir os livros. sentir o cheiro de papel intocado. provar do sabor de linhas a preencher. imaginar o desenhoContinuar lendo “velhos hábitos”

22  | Escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta

Quando começo a desenhar um personagem… passo horas inteiras a observar a vida em movimento — em busca de certos sinais. Narrativas dependem de pequenos detalhes que apenas a realidade é capaz de ofertar: a cor dos olhos, da pele, o jeito dos gestos, a maneira como o sorriso se precipita nos lábios, o tipoContinuar lendo “22  | Escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta”

08 | Nem sempre tenho respostas…

…e veio a pergunta fatal: e então, o que vai escrever, agora? Respirei fundo. Observei o cenário ao meu redor. As portas do teatro estavam sendo fechadas por uma figura cabeluda, que juntava as duas folhas de madeira, presas por um ferrolho.Um punhado de pessoas esperavam pelo artista da noite e eu me senti nuaContinuar lendo “08 | Nem sempre tenho respostas…”

A coisa mais próxima da ficção

Tenho em mãos o livro do signore James Wood — com quem travei contato no verão de um ano qualquer — antes de tudo ser o que se é. Nos encontramos no acaso de nossos passos e dividimos uma mesa num desses cafés urbanos, por alguns minutos.Me lembro de sorrir ao vê-lo tentar descobrir oContinuar lendo “A coisa mais próxima da ficção”

Na parte amarela do meu mapa de vivências…

Dia quente-fumegante… sem nuvens — todo Azul… dei meia dúzia de passos pelas ruas do bairro. Mãos no bolso da calça, pensamento solto e idéias galopantes. Frases soltas no vazio se esparramam… Depois de virar esquinas, atravessar ruas… acabei no mesmo lugar de sempre — entre esquinas… cadeira-mesa ao lado da porta e, enquanto aguardavaContinuar lendo “Na parte amarela do meu mapa de vivências…”