25 | a epidemia de solidão…

É preciso compreender a solidão  Charles Baudelaire Gosto imenso de ler notícias velhas e depois do advento da pandemia, tornou-se um vício, como beber pesados goles de café… pela manhã. E ao praticar o meu hábito nesse dia de abril, li uma nota que passou despercebida à época. A premiê britânica, Theresa May havia nomeado aContinuar lendo “25 | a epidemia de solidão…”

35 — Não há outra verdade que se possa contar

Para M., Escrevo-te na primeira hora deste domingo-primeiro de abril… Tive um sonho agradável na noite que passou e acordei com vontade de sentir o chão debaixo dos meus pés. Nunca fui de andar descalça, como você. Incomoda-me sujar os pés. Mas, essa vontade floresceu em mim… Tem acontecido com certa frequência… vontade de água friaContinuar lendo “35 — Não há outra verdade que se possa contar”

32 — A casa-alma foi ocupada pelo silêncio

Carissimo O, O dia vai longe… já é quase hora do almoço do lado de fora dessa janela aberta que sou. E lhe confesso que, eu  mesma, aqui dentro de minha pele: amanheço. Respiro fundo, atravesso a Rua, desejando deter meu passo e deixar essa gente apressada — uma manada humana — me ultrapassar porqueContinuar lendo “32 — A casa-alma foi ocupada pelo silêncio”

 Café com Borges… na Livraria da Vila!

  …um dos meus lugares favoritos no bairro é a Livraria da Vila, na Avenida Moema que é  um desses ambientes que São Paulo disponibiliza por toda a parte. O diferencial da livraria é que ela foge do estilo bookstore, modelo importado dos Estados Unidos — o que significa que tem prazo de validade eContinuar lendo ” Café com Borges… na Livraria da Vila!”

Limites da civilização

Casa abandonaadaMoema – SP Ruínas urbanas2021 Veneziana Do lado de fora Parede Desbotando Ao sair para caminhar pelas ruas do bairro em que moro, sempre tenho em mente a frase de Ralph Waldo Emerson “a tentativa de exprimir uma verdade interior da percepção“… estou sempre atenta as possíveis geografias do lugar, prestando atenção na fachadaContinuar lendo “Limites da civilização”

15 | Pessoa e eu!

“Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar”. — foi o que disse Campos, em um de seus poemas que termina com a pergunta: “e onde diabo estou eu agora com almirante em vez de sensação?”… …esse foi o primeiro poema de Campos que li em voz alta. Estava a andarContinuar lendo “15 | Pessoa e eu!”