19 | uma página é sempre uma janela aberta

Fiquei a observar as janelas dos prédios ao longo da Avenida… nesse fim de tarde sem sol. As luzes começaram a se acender… uma a uma, como de costume. E eu fui contando-as, como se fossem livros na prateleira — observando os títulos-autores-orelhas. E comecei a pensar nelas como habitat natural de tantos personagens não-escritos.RepareiContinuar lendo “19 | uma página é sempre uma janela aberta”

A imaginação pornográfica

Passei um par de minutos a falar com o teto depois de ler o ensaio de Susan Sontag — a imaginação pornográfica —, em que ela defende a ideia de que ninguém deveria falar da pornografia sem antes reconhecer a existência das pornografias. No ensaio, publicado no Brasil pela Companhia do Bolso, ela propõe considerar trêsContinuar lendo “A imaginação pornográfica”

A primeira leitura do ano…

As idéias perturbam a regularidade da vida Susan Sontag Ao ler-te no meio dessa tarde… me lembrei de quando comprei o diário de Susan Sontag. Era apenas mais um livro numa bagunçada prateleira da Livraria Cultura do Conjunto Nacional que, naqueles dias, ainda era cenário propício a uma leitora — like me. Havia tempos que nãoContinuar lendo “A primeira leitura do ano…”

29 | Nunca há uma só razão para essas coisas

Me surpreendi — há pouco — com o olhar de uma menina… a bordo de seus sete ou oito anos — talvez mais, talvez menos. Olhar curioso-faminto… de quem avista um pouco de si, no outro. Reconheci a mim mesma, num tempo anterior a esse, quando me escondia nos cantos, afundava o corpo na cadeiraContinuar lendo “29 | Nunca há uma só razão para essas coisas”

O que ando a ler | Contra a interpretação

. Um dos primeiros espaços urbanos que visitei ao chegar a São Paulo, em meados de dois mil e dois foi um Sebo… gosto de navegar entre prateleiras cheias, pilhas e mais pilhas de livros. Esses espaços possuem estruturas curiosas que desafiam a gravidade. E foi em um Sebo que garimpei o livro que estouContinuar lendo “O que ando a ler | Contra a interpretação”