Questão de ênfase

Antes de sair de casa, na manhã desta quinta-feira — a última de agosto — saquei da prateleira um de meus livros preferidos-lidos-muitas-vezes nos últimos anos, como forma de oxigenar a mente… porque preciso respirar quando finalizo projetos pessoais. Aproveitei os movimentos da Avenida com nome de pássaros e o silêncio das janelas dos prédiosContinuar lendo “Questão de ênfase”

ao mesmo tempo | susan sontag

Gosto imenso de ter esse livro em mãos e levá-lo comigo por aí. A grafia do título me conduz para além dos passos… da realidade, devolvendo-me ao lugar em que cresci, chamando-o de casa. É como ser convidada a uma visita… sento-me no sofá e espero pelo café. Enquanto isso vou observando o lugar daContinuar lendo “ao mesmo tempo | susan sontag”

De um passado ao outro

Enquanto ouvia notícias do mundo contemporâneo e suas guerras de sempre — comecei a imaginar o que diria-escreveria a autora de “diante da dor dos outros”… a respeito da tomada de Cabul pelo Tabibã, se estivesse viva… Susan foi uma Mulher cheia de opinião e severa na escrita, que não fugia de temas. Estava sempreContinuar lendo “De um passado ao outro”

19 | uma página é sempre uma janela aberta

Fiquei a observar as janelas dos prédios ao longo da Avenida… nesse fim de tarde sem sol. As luzes começaram a se acender… uma a uma, como de costume. E eu fui contando-as, como se fossem livros na prateleira — observando os títulos-autores-orelhas. E comecei a pensar nelas como habitat natural de tantos personagens não-escritos.RepareiContinuar lendo “19 | uma página é sempre uma janela aberta”

A imaginação pornográfica

Passei um par de minutos a falar com o teto depois de ler o ensaio de Susan Sontag — a imaginação pornográfica —, em que ela defende a ideia de que ninguém deveria falar da pornografia sem antes reconhecer a existência das pornografias. No ensaio, publicado no Brasil pela Companhia do Bolso, ela propõe considerar trêsContinuar lendo “A imaginação pornográfica”

A primeira leitura do ano…

As idéias perturbam a regularidade da vidaSusan Sontag Ao ler-te no meio dessa tarde… me lembrei de quando comprei o diário de Susan Sontag. Era apenas mais um livro numa bagunçada prateleira da Livraria Cultura do Conjunto Nacional que, naqueles dias, ainda era cenário propício a uma leitora — like me.Havia tempos que não consumia aContinuar lendo “A primeira leitura do ano…”

29 | Nunca há uma só razão para essas coisas

Me surpreendi — há pouco — com o olhar de uma menina… a bordo de seus sete ou oito anos — talvez mais, talvez menos. Olhar curioso-faminto… de quem avista um pouco de si, no outro. Reconheci a mim mesma, num tempo anterior a esse, quando me escondia nos cantos, afundava o corpo na cadeiraContinuar lendo “29 | Nunca há uma só razão para essas coisas”

Tempestade a vista…

 “Um escritor é, antes de tudo, um leitor […] É pela leitura, mesmo antes de escrever, que me torno parte da comunidade — a comunidade da literatura — que inclui mais escritores mortos do que vivos”. Susan Sontag Com a vida toda organizada — as frases no lugar certo, o humor em seu estado cítricoContinuar lendo “Tempestade a vista…”