Amanheceu outubro (de novo)

Setembro foi embora como chegou… trinta dias riscados num calendário-torto. E eu nem sei o que fiz. Não fiquei parada feito os ponteiros do carrilhão da minha infância… que silenciou o pulsar em um outubro-outro. Mas, eu sigo com a sensação de imobilidade no corpo-alma…Talvez porque Outubro — que é o décimo mês no calendárioContinuar lendo “Amanheceu outubro (de novo)”

Four Quartets (1943)

Burnt NortonT.S.Eliot V As palavras se movem, a música se moveApenas no tempo; mas somente o que vivePode morrer. As palavras, faladas, se calamFazem silêncio. Apenas pelo modelo, a forma,As palavras ou a música podem alcançarO repouso, como um vaso chinês que ainda se movePerpetuamente em seu repouso.Não como o repouso do violino, enquanto aContinuar lendo “Four Quartets (1943)”

01 | Habemus Aprile

A primeira vez em que li o poema the waste land de T.S.Eliot… eu estava a bordo da minha segunda década de vida. Eram os anos noventa… e Nick French tocava nas rádios — stop in the name of love. A  Dance music estava de volta como se fosse novidade. A cultura Clubber ainda tinhaContinuar lendo “01 | Habemus Aprile”

22 | reflexões sobre o verso livre

Depois de ler uma resenha no blogue Café com leitura… fiquei a pensar na questão do vers libre — verso livre — e na maneira como é defendido por muitos poetas e críticos, enquanto é atacado por outros tantos. Não sou poeta e nem tenho a pretensão de ser… muito embora tenha flertado com oContinuar lendo “22 | reflexões sobre o verso livre”

Abril, o mais cruel dos meses!

Eu nunca tive para com Abril uma relação próxima… sempre foi uma espécie de caminho do meio… para se chegar a maio — um dos meus favoritos no calendário, desde a infância. Justamente por suas sonoridades peculiares — o mês das trovoadas.Sempre tentei relacionar os meses do ano a qualquer coisa minha — para facilitarContinuar lendo “Abril, o mais cruel dos meses!”