Aos cuidados de novembro…

Em face de outros mil disfarcesque o tempo reassume a cada passo,pode pensar-se em todas essas mãosque emergem como sombras embaçadasem milhares de quartos mobiliados. T.S.Eliot – pág. 79 Ah, meu caro Novembro, você aconteceu de repente, dessa vez, no meio da madrugada!… Eu não vi as tuas nuvens chegarem. Estava distraída com os meusContinuar lendo “Aos cuidados de novembro…”

07 — Sou feita de trovões

Caríssima Ana, Pensava em tuas linhas quando ouvi o som de um trovão ressoar pelos cantos da casa-corpo-alma. Fechei os olhos, respirei fundo… e vesti a pele com um punhado de sensações novas e antigas — devidamente misturadas. A mente escapou e foi folhear as páginas do livro de Helder, em estado de repouso naContinuar lendo “07 — Sou feita de trovões”

4 | Não sei se irá chover ou não

Cara A.a, Acabou a luz no começo da noite e os gritos se multiplicaram lá fora. Eu apenas fechei os meus olhos para ouvir dentro o som dos trovões e deixei a memória intervir… Senti ressoar todas as tempestades por mim vividas. Sorri a infância, a juventude e momentos diversos da vida-adulta… Recordei a salaContinuar lendo “4 | Não sei se irá chover ou não”