6 — das minhas insanidades

Fazer terapia — ainda que seja uma decisão consciente — não é fácil. Eu me sento diante de uma estranha toda terça-feira e durante cinquenta minutos, ofereço tudo de mim, numa bandeja de prata. Há pessoas que fingem-subvertem-escondem. Mas eu não considero esse processo… produtivo. É perda de tempo mentir-fingir. Eu optei — desde aContinuar lendo “6 — das minhas insanidades”

4 — das minhas insanidades

Em São Paulo… depois de algumas tentativas frustradas de retornar à terapia, recebi uma indicação e agendei um ‘encontro’. Sai de casa pouco depois das cinco. Terça-feira de sol quente e chuva forte no meio da tarde. Caminhava a passos curtos, enquanto desviava dos humanos apressados que, certamente, me consideravam um obstáculo… Cheguei ao meuContinuar lendo “4 — das minhas insanidades”

3 — das minhas insanidades

Durante os anos em Coimbra, conheci D., — homem de quase sessenta. Dono de um olhar enigmático. Figura obscura-abstrata. Seu desenho não cabia dentro do corpo que habitava. Era um homem de poucas palavras… com talento para ouvir o outro… Seu ambiente de trabalho era o porão de sua casa, onde os cheiros se multiplicavam.Continuar lendo “3 — das minhas insanidades”

2 — das minhas insanidades

Na minha primeira sessão… deitei-me no divã de uma estranha, com quem não simpatizei. Disse duas ou três frases inteiras que vieram à boca e me perdi no limbo — também conhecido como: teto branco.  Até me sentir segura… entrei e saí de vários ambientes. Recusei vários olhares que pareciam se afundar na lama de minhaContinuar lendo “2 — das minhas insanidades”

— das minhas insanidades

Comecei a fazer terapia aos doze anos… conselho de C., que percebeu minha angústia… motivada — obviamente — pela escrita em fase de enraizamento. Era confuso para uma menina se multiplicar em tantas figuras-personagens que surgiam em mim e me transformavam em outra pessoa, num piscar de olhos. Um constante vestir e despir de si mesma. Continuar lendo “— das minhas insanidades”