25 Estou sozinha no quarto, entre dois mundos

Caro Escritor, Escrevo-te dentro dessa manhã de sábado, no segundo (ou seria terceiro?) Dia de primavera. Estou em dúvidas e ao olhar lá para fora, nada se esclarece. Será um lindo dia de sol. Mas está frio… E há um silêncio pouco comum na Alameda que exibe um vento típico dos dias de julho deContinuar lendo “25 Estou sozinha no quarto, entre dois mundos”

04 Experimenta a suave melancolia de uma manhã feliz

Cara Suzana, Acordei no sofá da sala… com o corpo todo torto. Dormi com um livro em mãos, como tanto gosto. Sensação de que a história continua no sono-sonho — personagem-persona. Preparei uma xícara de chá e enquanto esperava pela fervura da água e pelo meu despertar. Eu sou uma pessoa lenta ao abrir osContinuar lendo “04 Experimenta a suave melancolia de uma manhã feliz”

44 – Questões há na realidade, que nunca devem ser respondidas

Marco, Soube há pouco que o inverno chegou cedo; eu estava acordada na hora anunciada. Perdi o sono dentro da madrugada e vim para a sala ler o meu septum porque depois de folhear reticências nos últimos dias de outono, dentro desse mês que é seu-meu-nosso, precisava revisitar-me em outras datas-estações. E ao virar aContinuar lendo “44 – Questões há na realidade, que nunca devem ser respondidas”

43 — Praticamos o nosso modo coffee talk

Meu caro, Viajei no tempo e espaço durante a nossa conversa, no meio da tarde, quando fugi para a cozinha a fim de combinar ingredientes e te surpreender com aromas. Você chegou antes… com a desculpa de sempre: lavar a louça. Eu gosto imenso quando chega-fica… e fala de coisas suas, como se enroscasse asContinuar lendo “43 — Praticamos o nosso modo coffee talk”

42 — Ignoramos ser no horror, que forjamos nossa mortalha

…a quarta-feira demorou a amanhecer dentro dos meus olhos… meu corpo parecia disposto a recusar o dia e suas cores insistentemente claras. Me pus de pé! Alonguei braços-pernas-dedos-pescoço…  e foi às ruas! — passos lentos… um depois do outro, contados, como quem marcha: esquerda-direita… esquerda-direta… folha-pausa… ops Como de costume… comecei a escrever assim queContinuar lendo “42 — Ignoramos ser no horror, que forjamos nossa mortalha”

38 — Um tempo para anoitecer à luz de lâmpadas

Cara M., Vim me sentar  na varanda com alguns rascunhos antigos, em mãos. Xícara de chá ao lado e as janelas dos prédios da avenida com nome de pássaro como cenário. Há poucas luzes acesas nessa noite de domingo. A maioria exibe um brilho típico de televisão acesa… Eu gosto imenso de perceber o passadoContinuar lendo “38 — Um tempo para anoitecer à luz de lâmpadas”

35 — Não há outra verdade que se possa contar

Para M., Escrevo-te na primeira hora deste domingo-primeiro de abril… Tive um sonho agradável na noite que passou e acordei com vontade de sentir o chão debaixo dos meus pés. Nunca fui de andar descalça, como você. Incomoda-me sujar os pés. Mas, essa vontade floresceu em mim… Tem acontecido com certa frequência… vontade de água friaContinuar lendo “35 — Não há outra verdade que se possa contar”

32 — A casa-alma foi ocupada pelo silêncio

Carissimo O, O dia vai longe… já é quase hora do almoço do lado de fora dessa janela aberta que sou. E lhe confesso que, eu  mesma, aqui dentro de minha pele: amanheço. Respiro fundo, atravesso a Rua, desejando deter meu passo e deixar essa gente apressada — uma manada humana — me ultrapassar porqueContinuar lendo “32 — A casa-alma foi ocupada pelo silêncio”

29 — Dentro do silêncio, mais silêncio

Carissima M Sento-me neste ‘meu canto do mundo’ — para onde escapo… em busca de paz. Respiro fundo, fecho os olhos e pronto… Uma espécie de halo se forma na realidade e eu mergulho no Abismo que sou! Na pele acontece a simbiose… Sou uma substância que sofre alterações a cada novo segundo: não sou maisContinuar lendo “29 — Dentro do silêncio, mais silêncio”